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Juntos em busca do topo: O peso compartilhado entre BTS e ARMY é o elo que os torna mais fortes

Agora no ocidente, uma nova e mais forte onda de acusações incoerentes, partindo da mídia musical norte-americana em cima do BTS, tem causado impacto dentro do fandom ARMY.


Para quem acompanha os meninos há um certo tempo, já não é novidade se frustrar com a mídia musical. Antes, na Coreia, desde seu debut, o Bangtan lutou para conseguir um espaço justo.


Não se limitando a apresentações e performances, o grupo, em seu início de carreira, aprendeu a lidar e resistir a boicotes e distorções que iam desde programas de entretenimento até matérias jornalísticas manipuladas e tendenciosas com acusações infundadas absurdas.


Diferentemente da maioria dos grupos coreanos de grandes empresas, em 2013, ao debutar, o grupo pôde contar apenas com o apoio de uma organização econômica em situação de risco, as redes sociais, talvez alguns familiares e a própria força de vontade. Em sua estreia, não contou com grandes coberturas televisionadas ou documentadas. E sendo esses os menores de seus problemas naquele período, continuaram adiante até conquistarem o que possuem agora.


Foto dos sete membros do BTS, registrada na nova edição da revista Billboard em 2021.


Seguindo os limites de privacidade da vida pessoal dos membros e funcionários da BigHit Music, a gravadora, hoje subsidiária da HYBE, sempre mostrou de modo transparente as condições reais que tiveram durante a construção da história do BTS. Sendo assim, com um pouco de pesquisa e disposição, hoje, você pode facilmente encontrar informações em demasia e bem elaboradas sobre os princípios, realizações, recordes, letras/poesia, melodias, teorias e principalmente a história do grupo. Com apenas um pouco de pesquisa e disposição, qualquer fonte midatica pode evitar passar vexame em nível mundial.

Quando se trata do maior grupo internacional da atualidade, totalmente engajado e com seus milhões de fãs fiéis e apaixonados, todo cuidado e honestidade ainda é pouco. Sendo uma revista pouco conhecida de banca ou a visada e notória Billboard, o compromisso com a verdade e a imparcialidade faz-se necessário.

Acontecimentos recentes com a então renomada revista estadunidense, levaram o ARMY a recordar da caminhada que o BTS percorreu juntamente com seus primeiros fãs dentro do território nacional coreano.


BTS comparecendo ao Gaon Chart K-pop Awards em 2014.


Entretanto, se tratando de qual revista é, de onde vem e o que está representando no cenário mundial da música, era lógico e esperado que a reportagem carregaria a costumeira xenofobia e racismo velado por trás das belas imagens registradas pela talentosa fotógrafa Shin Sunhye, que já trabalhou com os membros do BTS em outros eventos.


O que de fato surpreendeu foi a matéria ser escrita por um jornalista asiático, residente de Seoul, Jeyup S. Kwaak. Recheada de acusações comumente feitas por norte-americanos, o jornalista questionou a veracidade e merecimento do Bangtan nos charts americanos. Embora não surpreenda a imparcialidade dos trabalhos de alguém que presta serviço à tal revista, e até o rancor de um fã de um grupo que foi ultrapassado pelo Bangtan há alguns anos.

O motivo sendo dinheiro, contrato, gosto particular, má opinião ou falta de profissionalismo, o repórter foi rebatido pelo líder RM (Kim NamJoon), que frisou que: se há uma falha nos charts da Billboard, cabe a própria se questionar.


“É um questionamento justo [...] Mas se houver uma conversa dentro da Billboard sobre o que o número 1 deve representar, então cabe a eles mudar as regras e fazer o streaming pesar mais no ranking. Bater contra nós ou nossos fãs por chegarmos ao primeiro lugar com vendas físicas e downloads, não sei se isso é certo... Parece que somos alvos fáceis porque somos uma boy band, um ato de K-pop, e temos essa grande lealdade dos fãs.” — Kim NamJoon, billboard 2021.


Além de perguntas tendenciosas em relação as colocações dentro dos seus próprios critérios, a matéria decidiu incluir fãs de outros artistas concorrentes do grupo para opinar sobre “manipulações” do fandom ARMY e a HYBE em relação ao chart.

Com a revista sendo completamente maldosa e imparcial, houve uma revolta justa dos fãs que então decidiram não comprar a revista e não engajar as matérias nas redes sociais, muitos até exigiram a retratação da revista, que segue em silêncio sobre o ocorrido até o presente momento.

Lamentavelmente para o ARMY, a revista contendo belíssimas imagens de seus ídolos não foi adquirida e segue a decepção diária com o jornalismo norte- americano. Mas mais lamentável ainda é para a Billboard que, tão acostumada a fazer mais do mesmo sem sequer tentar aprender, não terá sua esperada recompensa financeira, se aproveitando da imagem de Kim NamJoon, Kim SeokJin, Min YoonGi, Jung HoSeok, Park JiMin, Kim TaeHyung e Jeon JungKook.

A Billboard, assim como a maioria das revistas; referências e premiações musicais americanas, segue com a imagem intacta por sua xenofobia e racismo, antes perseguindo artistas pretos e latinos, agora tendo que enfrentar asiáticos com suas legiões de fãs.


O que não contavam, até porque pouco buscam saber, é que não foi primeira batalha e nem situação de xenofobia que o grupo enfrentou junto a seus fãs. A combinação BTS x ARMY é popular justamente por sua união e força diante de situações adversas.


BTS recebendo seu primeiro daesang “Artista do Ano” (prêmio de categorias principais) em 2016, no Mnet Asian Music Awards (MAMA), em Hong Kong.


Se ontem tentaram barrar o Bangtan por ultrapassar a linha dos “mesmos de sempre” na Ásia, hoje, terão que brigar muito mais para conseguir barrar um fandom empenhado, treinado e pronto para ultrapassar a linha dos “mesmos de sempre” do lado ocidental do globo também.

A cada adversidade superada, o fandom — que supera qualquer público geral — vem aumentando em tamanho e força. Não é difícil se render ao charme único do BTS que se mantém humilde, mesmo com tanto talento e popularidade.

A cada recorde batido, a união BTSARMY se prepara para o de sempre: uma nova onda de ataques, ressurgimento de polêmicas já esclarecidas, xenofobia, racismo e tentativas estúpidas e frustradas de outros fandoms (ou fragmentos do que restou deles).

Não foi diferente com o remix de Butter feat. Megan Thee Stallion que, além de ter como obstáculo a gravadora da rapper contra os artistas, os fãs tiveram que aguentar calúnias e difamações, com uma movimentação absurda de haters na rede social, Twitter, que perdurou por horas.

Vale destacar que no lançamento do remix, enquanto enfrentava injustamente uma acusação pesada em seu nome, o ARMY, unidos com os fãs de Megan Thee Stallion — Thee Hotties —, arrecadaram mais de $100.000,00 para instituições beneficentes que a artista apoia, ajudando assim mulheres pretas, mulheres afegãs e pessoas em situação de vulnerabilidade.


Fake News, comoção de haters, portais inadequados e nada profissionais de concorrentes, pautas importantes sendo utilizada por pessoas sem local de fala e de modo descuidado, não foram suficientes para barrar o lançamento, e Butter teve a maior estreia por um feat no Spotify.

Sob merecimento e com muita afronta, a junção dos artistas elevou Butter, agora também eleita "Canção do Verão de 2021”, para primeira colocação nos charts Billboard hot100 pela décima vez. Para o azar da revista e da gravadora da rapper, nos charts da Billboard Global 200, excluindo ou não os Estados Unidos, a manteiguinha conquistou a terceira posição, agora devidamente creditando Megan Thee Stallion.


O #1 vendas do iTunes foi conquistado por diversos países do globo durante a estreia e o restante da semana. O fator stream que leigos tendem a usar contra o grupo foi invalidado na mesma semana pela quebra de mais um recorde: com 20 BILHÕES de streams no Spotify, BTS segue sendo a banda/grupo mais escutado da plataforma.

Sempre bom lembrar que, infelizmente, os fãs de pop estadunidense acabam sendo cegados pelo protagonismo ocidentalista e esquecem (ou nunca souberam) que outras plataformas de stream são mais populares na Ásia e que o Spotify acabou de começar na Coreia do Sul.

Uma situação semelhante aconteceu em 2016, quando houve uma grande movimentação por parte de fãs de outro grupo coreano que queriam retirar o prêmio do BTS. Os atuais eventos mostram um caminho que o BTS já percorreu: o sucesso. A consistência e a repetição dos fatos mostram que, quando se tem empenho, talento e amor, não importam as barreiras, pois a recompensa virá. O “Karma”, como brincam os fãs.

“O BTS só tem o ARMY e o ARMY só tem o BTS” é o bordão de força entre esse elo. Se agarrar nesse fato mantém a potência dessa união consolidada mesmo quando tem que enfrentar situações amplamente desconfortáveis. Como, por exemplo, a criação de categorias específicas em premiações para que o BTS não concorra diretamente com artistas americanos nas categorias principais; ou a criação forçada de uma representação asiática que seja estadunidense, para não serem taxados de xenofóbicos ao boicotarem os maiores asiáticos dessa geração.


A conquista do Bangtan será ainda mais saborosa em cima de toda rejeição inapropriada que o grupo recebe. Passando por cima de discriminação e ódio gratuito, os saborosos “primeiro ato coreano/asiático”, “primeiro grupo”, “primeiro ato na história” seguem sendo registrados no livro dos recordes e na história musical do mundo.

Já com uma indicação inevitável ao Grammy, essa união e história de amor deixa claro superar barreiras. O Bangtan, que sempre é utilizado para salvar a audiência das maiores premiações ocidentais, comprova que não existe bancada tradicionalista branca capaz de parar um fenômeno por muito tempo; não existe artista que ultrapasse o stream orgânico do BTS sem compra de airplay e playlistagem paga por gravadora. Afinal, BTS segue sendo um dos únicos a conseguir esgotar álbuns físicos, bilheteria de shows (presenciais e online), cinemas e eventos sem precisar se humilhar em promoções de "compre uma lingerie e leve um álbum", ou "compre um ingresso e leve um coleguinha à força".

Ao analisar o todo, é fácil perceber que qualquer artista antenado adoraria ter uma da base tão excepcional quanto o ARMY. E tecnicamente falando, é muito mais digno um trabalho que será eternizado por fãs reais do que músicas passageiras de público geral. Arte é isso, eternidade.

Quem é capaz de realmente parar os fenômenos? Quem teria a coragem de tentar? Caso tentem, vale o conselho: rompam a barreira do idioma, criem laços verdadeiros com os fãs de todo o mundo, façam música de maneira honesta, tenha fãs com empatia por sua história e pelas causas de necessidade do mundo, sejam modelo de bondade, tenham mais que sete personalidades únicas e fenomenais, tenha uma história de superação e permaneça humilde, escreva suas músicas e passem mensagens dignas de serem pronunciadas na Organização das Nações Unidas, tenha conceito, tenha talento. Não é tão difícil. Boa sorte!



Texto por: Hime

Revisão por: Polyana Rocha

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